A cabeça lateja, um arrepio percorre o corpo, acordas. Sentes a almofada molhada e lembras que choraste até adormecer, o porquê desapareceu.
Olhas-te ao espelho, estás mal, mesmo para quem acabou de acordar.
Amarras o cabelo, atas os cordões e sais. Há um novo arrepio, agora de frio.
Corres. As ruas estão desertas e tu corres, sem propósito.
O sol de inverno aquece-te as costas, sentes o gosto salgado do suor, sorris.
Corres.
Quando voltas, ainda ninguém acordou. Ligas o chuveiro. Sabes porque é que choraste até adormecer antes e as lágrimas não se notam, agora, chora à vontade.
Quando voltas, ainda ninguém acordou. Ligas o chuveiro. Sabes porque é que choraste até adormecer antes e as lágrimas não se notam, agora, chora à vontade.
Ele vem mais tarde.
"caímos amanhã porque hoje é cedo"

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