Os insultos não deixam de magoar, só magoam mais que todos os outros.
Escolheste quando quiseste voltar e escolheste quando quiseste partir, a decisão foi pura e simplesmente tua. Disse-te que estaria aqui até ao dia em que deixasses de me querer aqui e, aparentemente, hoje é o dia.
As saudades há muito que deixaram de o ser, o que temos são apenas memórias, memórias de bons momentos, memórias que valem a pena ser relembradas, mas não há saudades, não de algo que já não existe.
Os insultos não deixam de magoar, só magoam mais que todos os outros.
É por não haver o que houve que cada palavra magoa o triplo do que devia, é por não haver o que houve que choro quando sei que não devia e é, sobretudo, por não haver o que houve, que gostava que tivéssemos sido melhores, não eu, nem tu. Nada do que disseste pode ser apagado, e tudo isto se irá sobrepor às boas memórias, aquelas que costumava ter.
O que me incomoda mais é ter deixado que me afectasses durante tanto tempo, mesmo sabendo que não devia. Não dei uma nem duas, dei mais oportunidades do que aquelas que merecíamos, não resultou.
Agora? Faço as malas e parto, agora que tu não estás aqui e já não sou querida.
"não mereces metade do que tens porque te cai tudo aos pés e não fazes nada por isso"
Um texto é a minha maneira de te dizer adeus, sem insultos ou palavrões.

É a cabeça erguida e a atitude sensata que nos ajuda e seguir em frente nos momentos mais difíceis. *
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