terça-feira, 9 de agosto de 2011

aprendiz

Achamos que sabemos sempre tudo e que o sabemos melhor que todos os outros, mas a verdade é que não sabemos quase nada, senão nada, do que julgamos saber. Somos meros aprendizes, aprendizes sem mestre.
Gosto de ouvir um "tinhas razão" assim como gosto de fingir que tenho sempre razão e, ainda que não a tenha sempre, esta é uma daquelas alturas em que tenho, de facto, razão. Vieste com o propósito que previ que viesses, tiveste muitas das atitudes que previ que tivesses, tocaste melhor do que previ que tocasses, mas ignoraste como previ que ignorasses. Gosto de ter razão e esta era uma das raras vezes em que preferia não a ter, em que queria uma surpresa, mas jogaste como previ que jogasses.
Não te deste, mas tentaste que acreditasse e como esta aprendiz teve já muitos mestres resolveste deixar de tentar. A arena está vazia, agora, e tu? Bem, tu não voltas a entrar.
Sou, tal como todos os outros, uma mera aprendiz sem mestre, mas aprendo, e aprendo da primeira vez.


Deixaste comigo músicas, palavras, carinhos, cheiros, sorrisos e levaste contigo a esperança de entrares um dia.

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