quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

sala de espera

Encontro-me num lugar estranho, um lugar frio, impessoal, numa combinação de cinzento sobre cinzento, tal como uma sala de espera deve ser...
A diferença é não saber o que esperar desta vez, a diferença é não saber o que faço aqui ou o que há depois disto. Tornou-se tudo um borrão de tinta, não é amarelo nem verde, é cinzento! Se gosto? Não! Se quero que mude? Provavelmente também não.
A verdade é que me sinto confortável nesta sala de espera. Não me quero resignar a esperar o desconhecido ou muito menos quero partir para conhecê-lo, é isto, contradições atrás de contradições que me trouxeram onde estou hoje...
Tudo se resume a uma sala de espera. Podemos não estar sozinhos num momento, outros passam, chegam e partem, trazem felicidade ou magoam, no final ficámos novamente sozinhos. Sozinhos num lugar estranho, frio e impessoal, sozinhos numa sala de espera cinzenta .
Este é sobre a minha sala de espera.






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